Sidney Chalhoub:
liberdade e determinação na historiografia brasileira da escravidão
DOI:
https://doi.org/10.15848/hh.v19.2297Palabras clave:
História da Historiografia, Historiografia Brasileira, Historiografia sobre escravidãoResumen
Os estudos sobre escravidão tendem de modo geral a uma divisão binária e em simetria inversa: de um lado, “histórias esperançosas de subalternos heroicos”; de outro, “anatomias da destruição” (cf. BROWN, 2009). No interior desta oposição esquemática, a produção acadêmica de Sidney Chalhoub é invariavelmente referenciada — em revisões de literatura e balanços historiográficos — como exemplo paradigmático do primeiro caso. Procedendo à análise crítica dos pressupostos conceituais-procedimentais dos livros Visões da liberdade (1990) e A força da escravidão (2012), este artigo lança luz a um deslocamento perspectivo de grandes proporções — ainda pouco tematizado pela fortuna crítica do autor — por meio do qual o historiador brasileiro pôde desenvolver uma estratégia analítica capaz de abrir caminho à efetiva superação desta dicotomia historiográfica.
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