Pintura de uma paisagem

Uma filosofia inquietante da história: sobre Austerlitz, de W. G. Sebald

Felipe Charbel

Resumo


O ensaio analisa o romance Austerlitz (2001), de W.G. Sebald, com o propósito de identificar os modos de figuração do tempo e da história na referida obra. Argumenta-se que Sebald, com a sua prosa de ritmo lento e caráter digressivo, um tanto antiquada na dicção e no tom narrativo, objetiva produzir efeitos de estranhamento que afetam os modos usuais de experiência do tempo dos leitores do romance. Argumenta-se ainda que as reflexões do personagem principal sobre a temporalidade moderna estão relacionados às considerações de Freud sobre o “inquietante”, e que para Sebald a maneira apropriada de investigar essa dimensão insondável da historicidade seria por meio de uma “metafísica da história”.

Palavras-chave


W. G. Sebald; Literatura; Historicidade

Texto completo:

124-141


DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i19.964

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