Pintura de uma paisagem

Como Proust foi moderno: entre debates literários e conflitos culturais

Paulo Rodrigo Andrade Haiduke

Resumo


Neste artigo são discutidas questões relacionadas ao hoje famoso ciclo romanesco de Marcel Proust (1871-1922) intitulado Em busca do tempo perdido (A la recherche du temps perdu) e a sua recepção como um dos maiores cânones da literatura moderna no século XX. Tomando como referência comentadores contemporâneos ao lançamento do romance (os volumes foram publicados orginalmente entre 1913 e 1927), pretendo introduzir os leitores nos debates que buscaram arrogar a Proust o papel de arauto do modernismo literário. Dessa forma, apresentarei alguns debates tematizados pelos contemporâneos e que engajaram Proust e sua obra não apenas em querelas literárias, artísticas e estéticas, mas em discussões de maior amplitude social e cultural concernentes à Terceira República Francesa. Utilizarei historiografia específica, bem como bibliografia mais ampla, para mostrar que as querelas nas quais Proust e seu romance foram envolvidos concerniam não apenas ao debate literário e estético, mas também às temporalidades e historicidades de maior amplitude que permearam a sociedade e a cultura francesas.


Palavras-chave


Terceira República Francesa; Recepção; Modernismos

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i16.729

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia