Nõ soomemte tinha elle homrra pello padre, mas per sy mesmo: genealogia política, serviço e escrita cronística em Portugal (1430-1460)

Autores

  • Daniel Augusto Arpelau Orta Núcleo de Estudos Mediterrânicos, Universidade Federal do Paraná (NEMED/UFPR)

DOI:

https://doi.org/10.15848/hh.v0i7.233

Palavras-chave:

Idade Média, Narrativa historiográfica, Genealogia

Resumo

Este artigo analisou parte da documentação cronística produzida em Portugal entre os anos de 1430 e 1460. Naquele contexto, observou-se em Fernão Lopes e Gomes Eanes de Zurara uma organização cronológica para escrita, indo das pessoas mais antigas para as mais recentes, criando um contraste de qualidades que valorizava os últimos. Na crônica que Zurara conta os acontecimentos em Ceuta sob seu primeiro capitão português, o conde Dom Pedro de Meneses, reparou-se na inserção do filho deste na segunda parte do segundo livro. Este trabalho, assim, tentou identificar os possíveis motivos para tal entrada, uma vez que ela destoa consideravelmente do conjunto da crônica. Valeu-se da noção de genealogia política, onde a escrita do passado criava uma ligação simbólica e hierárquica com os interessados na construção do relato, recuperando a origem familiar e política. Desta forma, buscou-se entender os dispositivos de escrita sob contexto de questionamento das prerrogativas nobiliárquicas, sendo a crônica um instrumento de legitimação.

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Publicado

2011-05-22

Como Citar

ORTA, D. A. A. Nõ soomemte tinha elle homrra pello padre, mas per sy mesmo: genealogia política, serviço e escrita cronística em Portugal (1430-1460). História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 4, n. 7, p. 225–244, 2011. DOI: 10.15848/hh.v0i7.233. Disponível em: https://historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/233. Acesso em: 28 set. 2021.

Edição

Seção

Artigo