Um papel histórico para a teleficção: a minissérie Anos rebeldes e a cultura histórica brasileira dos anos 1980

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15848/hh.v0i20.978

Palavras-chave:

História, Memórias, Didática da história

Resumo

O artigo coloca em debate o emprego da teledramaturgia como elemento da cultura brasileira revelador de aspectos “silenciados” das memórias sociais e merecedor de se tornar fonte nas pesquisas históricas. O objeto da pesquisa consiste da análise da minissérie Anos rebeldes para investigar de que maneira repercutiu nas manifestações pró-impeachment do Presidente Fernando Collor de Mello. O argumento é que, ao assistir a Anos rebeldes, o público jovem encontrou uma narrativa na qual, por um lado, eram articuladas algumas das experiências de décadas anteriores e, por outro, orientaram suas ações na esfera pública. A análise referenciou-se nos argumentos de Rüsen e da Didática da História, bem como na articulação de três autores, cujas teses permitem abordar uma narrativa audiovisual como uma minissérie: Vygotsky, Bakhtin e Williams. A investigação exigiu que, metodologicamente, noções de outros campos fossem empregadas. A pesquisa também sugere uma nova categoria analítica: as “memórias coletivamente compartilhadas”.

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Biografia do Autor

Roberto Abdala Junior, Universidade Federal De Goiás

Doutor em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG/2009), com pesquisa sobre memória social, cultura e história do Brasil na segunda metade do século XX. A pesquisa privilegiou como fonte histórica a mídia, especialmente a teleficção. Graduado em História (2001) e mestre em Educação (2003) também pela UFMG, desenvolveu pesquisa sobre processos de construção de conhecimentos históricos mediados por filmes durante o mestrado. Professor da Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás – UFG, leciona na graduação em História e nos Programas de Pós-Graduação em História e em Performances Culturais (ligado à Escola de Música e Artes Cênicas). Seus trabalhos têm por focos principais: as relações entre narrativas audiovisuais e história/História; narrativas audiovisuais e históricas; Didática da História, sobretudo no que diz respeito ao papel desempenhado pelo cinema e televisão na historia, principalmente no Brasil desde a segunda metade do século XX até a atualidade, bem como as práticas de performances culturais que envolvem. Entre os temas mais explorados em suas investigações está o das memórias sociais sobre a ditadura militar brasileira e a cultura histórica relacionada a elas.

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Publicado

2016-07-20

Como Citar

JUNIOR, R. A. Um papel histórico para a teleficção: a minissérie Anos rebeldes e a cultura histórica brasileira dos anos 1980. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 9, n. 20, 2016. DOI: 10.15848/hh.v0i20.978. Disponível em: https://historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/978. Acesso em: 26 set. 2021.

Edição

Seção

Dossiê "A história e seus públicos. A circulação do conhecimento histórico: espaços, leitores e linguagens"