Pintura de uma paisagem

Entre os antigos e modernos: a aprendizagem através da história em Thomas Hobbes

Débora Vogt

Resumo


Na querela entre Antigos e Modernos, Thomas Hobbes coloca-se como alguém que se utilizavada histór ia com  intenções pol í t icas.  Como um  lei tor  dos ant igos e herdei ro das  t radiçõesrenascentistas, sua recepção norteia um aparato conceitual que é, de um lado, compartilhadopor seus contemporâneos, e, por outro lado, apropriado de uma forma peculiar, de acordo coma visão e interpretação que este tem de seu momento e das histórias que leu e ouviu. O objetivodeste artigo é, de forma sumária e introdutória, demonstrar algumas das relações que o pensadorestabelece com a história e de que maneira esta se relaciona com sua teoria política e com seumomento histórico, marcado pela busca de sentido no mundo antigo. Desde 1628, quandotraduziu para o inglês a  Guerra do Peloponeso de Tucídides até, 1668, quando este escreve ahistória da guerra que presenciou, o  Behemoth ou o Longo Parlamento,  Hobbes vê na práticahistoriográfica aprendizado e ensino. Ela é a maior professora, e com ela alertamos a respeitodo iminente perigo de uma volta ao “estado de natureza”.

Palavras-chave


Antiguidade; Modernidade; História intelectual

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DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i4.93

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