A morfologia histórica de Johan Huizinga e o caráter pragmático do passado

  • Naiara Santos Damas Ribeiro UFRJ-PPGHIS
Palavras-chave: Historiografia, Johan Huizinga, Morfologia.

Resumo

A História ensina? O caráter pragmático da História sempre foi alvo das mais diversas interpretações. Da tópica ciceroniana, Historia Magistra Vitae, passando pelo Historicismo alemão até o “anti-historicismo” pós-Primeira Guerra, o problema da utilidade da História para a vida nunca deixou de fazer parte do horizonte de interrogações que desafiavam o estudioso de História. Se a História deveria se fundar enquanto exemplo (antigos) ou como metodologia (J. G. Droysen), ou ainda como epistemologia (W. Dilthey) – para citar três momentos importantes dessa reflexão sobre a tarefa do conhecimento histórico – isso se devia, em grande parte, ao problema proveniente do questionamento fundamental sobre o vínculo, ou não, que este conhecimento deveria guardar com a vida. Neste artigo pretendemos analisar como o historiador da cultura Johan Huizinga (1872-1945) respondeu a essa interrogação a partir de sua reflexão sobre qual seria o papel da História frente ao seu próprio tempo. Com sua idea de que a História deveria constituir-se como uma morfologia do passado, acreditamos que Huizinga deu um novo sentido a tópica “História Mestra da Vida”, ressaltando o caráter pragmático fundamental que liga o conhecimento histórico ao presente e a sua compreensibilidade como experiência no tempo.

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Biografia do Autor

Naiara Santos Damas Ribeiro, UFRJ-PPGHIS

Doutoranda de História Social (PPGHIS)

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Publicado
2010-06-25
Como Citar
RIBEIRO, N. S. D. A morfologia histórica de Johan Huizinga e o caráter pragmático do passado. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, v. 3, n. 4, p. 234-254, 25 jun. 2010.
Seção
Artigo