Pintura de uma paisagem

Revolta e proclamação como molduras da história: escrita da história e olhares para a República entre os sócios do IHGB

Francisco Gouvea de Sousa

Resumo


Os olhares e vozes dos sócios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) em relação à República de 1889 foram intensamente marcados por formas de ver o passado antes mobilizadas pela escrita da história. Enquanto alguns sócios experimentavam o retorno da anarquia regencial, outros se referiam ao 15 de novembro pela mesma moldura que deu forma à Independência, falando de uma proclamação. Para expor o quanto estas formas de compreensão do passado foram ativas na compreensão da vida política, este artigo percorre, num segundo momento, algumas memórias históricas escritas pelos mesmos sócios que experimentaram o 15 de novembro ainda no Segundo Reinado; para, ao final, demonstrar que a reaproximação entre Instituto Histórico e vida do governo não marcou apenas um envolvimento de letrados e conselheiros do Império com a República, mas também a permanência de um repertório de formas de ver o passado e, por ele, o presente.

Palavras-chave


Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB); Recepção; Historiografia brasileira

Texto completo:

213-230


DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i18.854

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