Nome próprio e descrição do social: poética da nomeação em Balzac

  • Raquel Campos Doutora em História Social - UFRJ.
Palavras-chave: Realismo, Século XIX, Onomástica

Resumo

Uma figura sintetiza a dimensão do projeto literário balzaquiano: “fazer concorrência ao registro civil”. Ela expressa a medida da inédita ambição realista de que Balzac dotou o gênero do romance, ao conferir-lhe o poder de descrever o social. Ela também indica o lugar central que o nome próprio tomou em A comédia humana como história da França no século XIX. O objetivo deste artigo é analisar a poética da nomeação em Balzac, examinando as funções do nome próprio em sua obra e o modo como ele nomeou suas personagens. Minha hipótese é a de que o romancista constitui um capítulo fundamental da história da onomástica literária: com ele, o nome próprio tornou-se uma questão capital do romance e a motivação impôs-se como um verdadeiro topos literário.

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Publicado
2014-12-31
Como Citar
CAMPOS, R. Nome próprio e descrição do social: poética da nomeação em Balzac. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, v. 7, n. 16, p. 55-74, 31 dez. 2014.
Seção
Dossiê “Historicidade e literatura”