O murmurante evocador do passado: A Montanha Mágica e o romance de formação após a Primeira Guerra Mundial

  • Pedro Spinola Pereira Caldas UNIRIO
Palavras-chave: Thomas Mann, A montanha mágica, Romance de formação

Resumo

Este artigo busca compreender como A montanha mágica (1924), romance de Thomas Mann (1875-1955), é uma elaboração diante do desafio imposto pela Primeira Guerra Mundial à literatura, mais precisamente como seria possível, com a crise inaugurada com o conflito, escrever um romance de formação. A literatura especializada já discute há algum tempo sobre a caracterização e definição de A montanha mágica como romance de formação, e, frequentemente, quando se decide pela identificação do romance com este gênero específico de romance, a obra de Mann é classificada como paródia. Meu objetivo consiste em mostrar como a paródia é somente uma das compreensões de tempo presentes no romance. Tentarei, portanto, mostrar como, além de uma relação paródica com o passado, podemos perceber, sobretudo com o auxílio do estudo de cartas, diárias e ensaios de Thomas Mann produzidos entre 1914 e 1924, como o passado pode ser superado, mas, sobretudo, angustiado. Assim, procura-se, neste estudo, compreender, a partir de A montanha mágica, a angústia como uma forma pela qual o passado escapa de ser superado ou manipulado pela paródia. Ele também pode surpreender e nos afetar, suspendendo tentativas de controle e uso. 

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Biografia do Autor

Pedro Spinola Pereira Caldas, UNIRIO
Professor ajdunto de Teoria e Metodologia da História da UNIRIO. Doutor em História Social da Cultura pela PUC-Rio, com tese sobre Johann Gustav Droysen. Atualmente pesquisa a cultura histórica na República de Weimar.
Publicado
2014-12-31
Como Citar
PEREIRA CALDAS, P. S. O murmurante evocador do passado: A Montanha Mágica e o romance de formação após a Primeira Guerra Mundial. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, v. 7, n. 16, p. 107-120, 31 dez. 2014.
Seção
Dossiê “Historicidade e literatura”