Pintura de uma paisagem

Anamorfose de um dia: o tempo da história e o dia 11 de dezembro de 1972

Daniel Faria

Resumo


Neste artigo são apresentadas uma narrativa historiográfica centrada num dia em particular, 11 de dezembro de 1972, e uma breve discussão teórica sobre as relações entre poética, tempo e história. A escolha desse dia se deu a partir da leitura de uma carta escrita por Honestino Guimarães, presidente da UNE na clandestinidade e desaparecido político, a seus familiares. A opção pelo conceito de anamorfose para a categorização deste relato, no lugar de simplesmente “história”, deveu-se à percepção de que a estratégia narrativa necessitava de melhor explicitação conceitual. São dois os objetivos principais deste trabalho: em primeiro lugar, apresentar uma experiência de narrativa historiográfica ao leitor, na procura de uma nova perspectiva para se pensar a história contemporânea, em particular a história da ditadura militar no Brasil; em segundo lugar, elaborar algumas questões teóricas a partir dessa experiência, tendo em vista não apenas a experiência em si, mas também suas relações com a escrita da história.


Palavras-chave


Poética; Tempo; Historiografia brasileira

Texto completo:

11-29


DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i17.799

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia