A história da historiografia e o desafio do giro linguístico

Autores

  • Rogerio Forastieri da Silva

DOI:

https://doi.org/10.15848/hh.v0i17.694

Palavras-chave:

História da historiografia, Giro linguístico, Conhecimento histórico

Resumo

Esta exposição examina as relações entre a história da historiografia e o giro linguístico, este último tomado como um “desafio” à primeira. Inicialmente procura-se definir o que significa “o ponto de vista da história geral da historiografia”, ou seja, tomar a história da historiografia em sua inteireza, dos gregos ao presente e, em consequência, colocar sob suspeição as proclamadas “rupturas”, “cortes epistemológicos”, “revoluções”, “mutações” e “novas histórias” nos períodos recentes da história geral da historiografia; neste contexto, busca-se discutir o estatuto “científico” da história-discurso. Na segunda parte, caracterizamos o giro linguístico e a natureza do “desafio” que o mesmo vem a representar para a história da historiografia. Na terceira parte, situa-se o papel de Hayden White na formulação deste desafio e seus desdobramentos para a prática da história-discurso, ilustrando com exemplos de Hans Ulrich Gumbrecht e Peter Englund. A conclusão retoma argumentos de Siegfried Kracauer, Arnaldo Momigliano, Johan Huizinga, Carlo Ginzburg e Hayden White (este, em 2011) que, no conjunto, reforçam a importância de se considerar a história geral da historiografia como um todo (dos gregos ao presente) no tratamento da história-discurso; esta última, concebida como integrante de um “domínio intermediário” que, mesmo aspirando ao estatuto científico (compromisso com a verdade), não pode abandonar a construção da memória coletiva e o acerto de contas com o passado, daí decorrendo o caráter aproximativo do conhecimento histórico.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2015-04-29

Como Citar

DA SILVA, R. F. A história da historiografia e o desafio do giro linguístico. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 8, n. 17, 2015. DOI: 10.15848/hh.v0i17.694. Disponível em: https://historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/694. Acesso em: 28 set. 2021.

Edição

Seção

Caderno Especial