Pintura de uma paisagem

Uma parábola acadêmica: a jangada de Robert W. Fogel

Heitor Pinto de Moura Filho

Resumo


O livro Time on the Cross: The Economics of American Negro Slavery, de Robert W. Fogel e Stanley L. Engerman, alcançou grande fama como revolucionária interpretação da escravidão norte-americana, embora, à época, tenha sido detalhadamente criticado por especialistas em história econômica quantitativa. Cremos que citá-lo por seu pioneirismo nos estudos quantitativos da escravidão tenha-se tornado um “meme” acadêmico que não espelha adequadamente as contundentes críticas sofridas pelo livro nos anos seguintes ao seu lançamento. Este texto relembra o lançamento do livro e os debates subsequentes, no contexto ideológico e metodológico da época, discutindo as críticas, com o objetivo de relativizar a contribuição desses autores em
comparação com a dos demais estudiosos da escravidão.


Palavras-chave


Escravidão; História quantitativa; Historiografia norte-americana

Texto completo:

62-79


DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i14.615

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