A escrita da história em Terra Sonâmbula de Mia Couto

Autores

  • Flavia Renata Machado Paiani Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.15848/hh.v0i13.591

Palavras-chave:

Escrita da História, Literatura, Mia Couto

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar de que forma o romance Terra Sonâmbula (1992), do escritor moçambicano Mia Couto, constitui-se como versão alternativa à historiografia a partir da própria história que o romance conta e sobre a qual ele silencia. Para tanto, considero que a narrativa coutiana assume um viés testemunhal, pois exprimiria a necessidade da “fala” por parte do autor após dezesseis anos de guerra civil em Moçambique (1976-1992). Assim, interessa-me saber a que leitor (que aqui substitui o ouvinte) o autor dirige sua narrativa para compreender os meandros da história que ele escreve, levando também em consideração a posição ocupada por Mia Couto na realidade de seu país. Percebo que o autor escreve sua versão da história a partir de três tendências interligadas: (i) o dever de memória; (ii) a construção de uma africanidade; e (iii) a perspectiva do futuro.

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Biografia do Autor

Flavia Renata Machado Paiani, Universidade de São Paulo

História Social

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Publicado

2013-09-03

Como Citar

PAIANI, F. R. M. A escrita da história em Terra Sonâmbula de Mia Couto. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 6, n. 13, p. 204–218, 2013. DOI: 10.15848/hh.v0i13.591. Disponível em: https://historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/591. Acesso em: 20 set. 2021.

Edição

Seção

Artigo