Da historiografia sobre o Santo Ofício português

Autores

  • Alécio Nunes Fernandes Universidade de Brasília - UnB

DOI:

https://doi.org/10.15848/hh.v0i8.259

Palavras-chave:

História da historiografia, Historiografia brasileira, Inquisição portuguesa

Resumo

Foi sobre silêncios que se construiu boa parte do discurso historiográfico a respeito do Santo Ofício português. Discurso este que, por vezes, destoa da pesquisa histórica, desconsidera dados objetivos, adota uma postura militante, passionaliza o debate acadêmico, analisa documentos com parcialidade manifesta e declarada, e escreve uma história que silencia pontos importantes para a compreensão da instituição Tribunal do Santo Ofício da Inquisição portuguesa. Neste artigo é feito um breve apanhado da historiografia sobre o Santo Ofício português e são discutidas algumas das razões para o pouco interesse de parte considerável da historiografia pela análise dos Regimentos inquisitoriais portugueses – que eram a base do conjunto de normas que orientava as práticas judiciárias da Inquisição lusitana –, refletindo sobre até que ponto a ideologização dos estudos sobre a instituição contribui para esse desinteresse e compromete os resultados de tais estudos.

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Biografia do Autor

Alécio Nunes Fernandes, Universidade de Brasília - UnB

Mestre em História Social pela Universidade de Brasília.

http://lattes.cnpq.br/1248934447799362 

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Publicado

2011-08-17

Como Citar

FERNANDES, A. N. Da historiografia sobre o Santo Ofício português. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 5, n. 8, p. 22–48, 2011. DOI: 10.15848/hh.v0i8.259. Disponível em: https://historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/259. Acesso em: 28 out. 2021.

Edição

Seção

Artigo