Pintura de uma paisagem

Da historiografia sobre o Santo Ofício português

Alécio Nunes Fernandes

Resumo


Foi sobre silêncios que se construiu boa parte do discurso historiográfico a respeito do Santo Ofício português. Discurso este que, por vezes, destoa da pesquisa histórica, desconsidera dados objetivos, adota uma postura militante, passionaliza o debate acadêmico, analisa documentos com parcialidade manifesta e declarada, e escreve uma história que silencia pontos importantes para a compreensão da instituição Tribunal do Santo Ofício da Inquisição portuguesa. Neste artigo é feito um breve apanhado da historiografia sobre o Santo Ofício português e são discutidas algumas das razões para o pouco interesse de parte considerável da historiografia pela análise dos Regimentos inquisitoriais portugueses – que eram a base do conjunto de normas que orientava as práticas judiciárias da Inquisição lusitana –, refletindo sobre até que ponto a ideologização dos estudos sobre a instituição contribui para esse desinteresse e compromete os resultados de tais estudos.

Palavras-chave


História da historiografia; Historiografia brasileira; Inquisição portuguesa

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DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i8.259

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