Crise da modernidade em perspectiva histórica

da experiência empobrecida à expectativa decrescente do novo tempo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15848/hh.v12i31.1474

Palavras-chave:

Crise, Experiência, Expectativa

Resumo

Neste artigo, analisa-se em perspectiva crítica a evolução da crise que acompanha a modernidade desde sua consolidação, problema estrutural, resultante de lógica irracional incapaz de superar contradições internas; para tanto, articulam-se as contribuições de três pensadores que, em seu tempo, enfrentaram essa questão sob prismas convergentes. Investigando-se aspectos históricos e filosóficos da crise moderna que se faz presente, parte-se da interpretação de W. Benjamin sobre o definhamento da experiência nos tempos modernos, quando a informação (saber empobrecido) substitui a narrativa (outrora instrumento de reflexão); ainda neste início, trata-se de como essa ideia foi depois desenvolvida por R. Koselleck, que a relaciona à ideologia burguesa do progresso técnico, com sua inflada expectativa. Em seguida, volta-se ao contemporâneo, expondo a atualização que P. Arantes, em diálogo com ambos, oferece deste fenômeno na época pós-globalização: período da crise do novo tempo, em que as expectativas quanto a um efetivo progresso social decrescem.

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Biografia do Autor

Yuri Martins Fontes, Universidade de São Paulo

Professor e pesquisador acadêmico (membro do LEPHE/USP e do CEHAL/PUC-SP); escritor e tradutor.

Doutor em História Econômica (USP/CNRS-França), com pós doutorados em Ética e Filosofia Política (USP) e em História, Cultura e Trabalho (PUC-SP).

Coordenador do Núcleo de Pesquisas sobre a Práxis (FFLCH-USP); analista de política internacional (colunista da Revista Fórum e da Agencia Latino-Americana de Información).

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Publicado

2019-12-22

Como Citar

MARTINS FONTES, Y. Crise da modernidade em perspectiva histórica: da experiência empobrecida à expectativa decrescente do novo tempo. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 12, n. 31, p. 244–267, 2019. DOI: 10.15848/hh.v12i31.1474. Disponível em: https://historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/1474. Acesso em: 24 out. 2021.

Edição

Seção

Artigo