As cabecinhas estourando, a prisão do cientista e o cheiro da chuva: trauma, perplexidade e esperança em Não Verás País Nenhum

  • Ana Carolina Monay Universidade Federal de Ouro Preto
Palavras-chave: Trauma, Experiência, Ficção

Resumo

Não Verás País Nenhum: entre 1976 e 1981, nascia nas páginas de Ignácio de Loyola Brandão um Brasil que, em um futuro distópico, não-mais-se-veria. Pós-catástrofe ambiental, em um momento de ápice do capitalismo e sob um regime político autoritário, o não-mais-Brasil de Loyola Brandão é apresentado por Souza, que, através de um ato de rememoração, tece uma narrativa visando responder à questão máxima “como foi possível que chegássemos aqui?”. O presente trabalho, tendo em perspectiva a noção de “leitura por Stimmung” de Hans Ulrich Gumbrecht, analisa como a narrativa de Souza apresenta o trauma, a perplexidade e a opacidade da esperança, buscando apreender, na medida do possível, algo da atmosfera do tempo e mundo de Loyola Brandão, o Brasil de fim da década de 1970 e início de 1980.

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Biografia do Autor

Ana Carolina Monay, Universidade Federal de Ouro Preto
Graduada em História, Licenciatura e Bacharelado, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2016) e mestranda no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto.
Publicado
2018-04-29
Como Citar
MONAY, A. C. As cabecinhas estourando, a prisão do cientista e o cheiro da chuva: trauma, perplexidade e esperança em Não Verás País Nenhum. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, v. 11, n. 26, 29 abr. 2018.
Seção
Artigo