Passados que persistem na Amazônia peruana: disputas temporais e justiça entre os Ashaninka do rio Ene (1980-2017)

Autores

  • Guilherme Bianchi Universidade Federal de Ouro Preto

DOI:

https://doi.org/10.15848/hh.v11i28.1286

Palavras-chave:

Ashaninka, Memória, História indígena

Resumo

O objetivo principal deste texto é entender de que maneira a insistência ameríndia na persistência do passado é parte de uma estratégia política de não repetição. Para tanto, com base em pesquisa etnográfica e revisão bibliográfica, proponho abordar a experiência histórica dos Ashaninka que habitam a bacia do rio Ene, na Amazônia central peruana. Acredito que as discordâncias em relação ao entendimentos dos marcos temporais do “conflito armado interno” entre o discurso dos Ashaninkas e o discurso do Estado peruano pode nos ajudar a tensionar e, assim, levar a sério as percepções não-Ocidentais de tempo e de justiça. Ao discutir os limites e potenciais derivados da cosmologia indígena como um modo legítimo de ser e de se relacionar com o tempo e a política, creio que seja possível e necessário produzir valor ontológico e epistemológico para experiências diferenciadas de tempo, a fim de conceber a história como uma ferramenta ética que permita um espaço de reflexão para a justiça epistêmica.

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Biografia do Autor

Guilherme Bianchi, Universidade Federal de Ouro Preto

Mestre em História pela Universidade Federal do Paraná e Doutorando em História pela Universidade Federal de Ouro Preto, onde também é graduado.

Publicado

2018-12-08

Como Citar

BIANCHI, G. Passados que persistem na Amazônia peruana: disputas temporais e justiça entre os Ashaninka do rio Ene (1980-2017). História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 11, n. 28, 2018. DOI: 10.15848/hh.v11i28.1286. Disponível em: https://historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/1286. Acesso em: 21 set. 2021.

Edição

Seção

Artigo