A normatização disciplinar da historiografia universitária: Francisco Iglésias e a sua tese de Livre-Docência

Autores

  • Alessandra Soares Santos Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.15848/hh.v0i23.1151

Palavras-chave:

Historiografia brasileira, Conhecimento histórico, Francisco Iglésias

Resumo

A redefinição dos códigos disciplinares da pesquisa histórica pelos primeiros historiadores oriundos das universidades brasileiras não ocorreu por meio de nenhuma revolução ou mudança rápida de paradigma. Assim, os indícios da construção de novas maneiras de fazer e pensar a história devem ser localizados na forma como se concebeu cada empreendimento de escrita específico. Analisamos neste artigo o potencial discursivo e a recepção da tese de livre-docência de Francisco Iglésias e de seus primeiros textos publicados a partir de sua efetivação como docente, na década de 1950, para afirmar e produzir uma reorganização disciplinar do conhecimento histórico produzido na universidade. Consideramos que a vinculação institucional de seu texto não foi um procedimento puramente formal: foi a partir da universidade que ele justificou sua escolha temática e diferenciou sua escrita de outras produções historiográficas. 

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Biografia do Autor

Alessandra Soares Santos, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutora em História. Professora do Centro Pedagógico da UFMG

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Publicado

2017-07-04

Como Citar

SANTOS, A. S. A normatização disciplinar da historiografia universitária: Francisco Iglésias e a sua tese de Livre-Docência. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 10, n. 23, 2017. DOI: 10.15848/hh.v0i23.1151. Disponível em: https://historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/1151. Acesso em: 21 set. 2021.

Edição

Seção

Artigo