Pintura de uma paisagem

Os limites entre a História e a Ficção

Renata Castro Geraissati Castro de Almeida

Resumo


“O que fabrica o historiador quando ‘faz história’?”. Ao propor esta pergunta Certeau concluí que o historiador ao exercer seu ofício tem como resultado um produto, que tem imbricadas a presença de uma dimensão artística, que promove a ação do conteúdo sobre a forma, a consolidação da prática em um texto histórico.  Ao propor um papel criador na prática do historiador, associado com um método de pesquisa documental, o autor mostra a História como um misto entre ciência e arte. O objetivo deste artigo é, portanto, compreender como estes debates entre história e ficção foram utilizados na produção historiográfica. Inegavelmente houve uma contribuição no sentido de tornar a todos os historiadores conscientes da poética da história, contudo, o estatuto das fontes continua mantido, não se pode deixar de considerar que o documento deve continuar a desempenhar um papel fundamental no fazer historiográfico, e que todo historiador ao criar sua interpretação, deve estar comprometido com o “princípio de realidade”

Palavras-chave


Historiografia; Narrativas; Ficção

Texto completo:

202-213


DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i22.1149

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