Pintura de uma paisagem

Fidelino de Figueiredo, a Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos e a Revista de História: ambiente científico e horizontes historiográficos (1911-1928)

Ricardo de Brito, Nuno Bessa Moreira

Resumo


Michel de Certeau, na obra A escrita da história, de cuja primeira edição se comemoraram recentemente, em 2015, 75 anos, chama a atenção para a importância dos lugares do historiador, das práticas e da escrita historiográficas. Neste artigo, a Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos (SPEH) e o seu órgão, a Revista de História, assumem tais lugares, impulsionados, em larga medida, pelo labor de Fidelino de Figueiredo, personalidade primacial na criação e institucionalização da SPEH e da publicação citada e que, em 1910, com 22 anos, publicou O espírito histórico, obra que constituiu o arranque epistemológico e simbólico, mas também a seiva das iniciativas referidas. A SPEH e o opúsculo fideliniano serão abordados num primeiro momento deste artigo.

Na segunda parte, procura-se analisar os conceitos historiográficos operatórios plasmados no periódico que fazem a ponte entre práticas e escritas historiográficas, configurando discursos e representações, exibindo a tensão entre a prevalência de uma historiografia erudita e tradicional, mais rankeana do que inspirada na escola metódica, e a necessidade de afirmação do espírito histórico nacional, ao arrepio do positivismo e do republicanismo radical.


Palavras-chave


Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos; Historiadores; Historiografia

Texto completo:

26-43


DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i25.1137

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia