Pintura de uma paisagem

No Future: esboços para uma ação política no “novo tempo do mundo”

Danilo Araujo Marques

Resumo


Neste início de século, uma nova dinâmica temporal parece irromper no Ocidente. Nas mais diversas acepções desta nova experimentação do tempo histórico, um presente autocentrado toma lugar de destaque, em detrimento de experiências passadas e projetos de futuro. Mas o que dizer a respeito das implicações políticas dessa configuração temporal? Este artigo pretende explorar duas diferentes indicações de alternativas para ação política neste que seria um “novo tempo do mundo”, tendo em conta os possíveis arranjos entre experiência e expectativa nos dias de hoje: de um lado, a “hipótese comunista”; de outro, o “pós-socialismo”. Animado pela concepção de crise enquanto abertura de possibilidades, ao final do texto pretende-se formular um esboço próprio de ação, que sintetize o moderno impulso para o futuro (porvir) e a contemporânea – por vez estagnante – onipresença de um “regime de historicidade presentista”, conjugando a noção de um “regime de urgência” com elementos dos pensamentos de Ernst Bloch e Walter Benjamin.

Palavras-chave


Temporalidades; Presentismo; Política

Texto completo:

43-54


DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i21.1014

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