Pontes, Prismas e Percursos: a escrita da história intelectual argentina pós giro linguístico à luz das análises de Facundo

Palavras-chave: História intelectual, História da historiografia, Domingo Faustino Sarmiento

Resumo

As décadas de 1960 e 1970, com o chamado giro linguístico e a crise de paradigmas das ciências sociais, trouxeram consigo novas abordagens, métodos e desafios ao campo historiográfico. A história dos intelectuais passou a se interessar não só pelas trajetórias, mas também por uma história propriamente intelectual, isto é, pela dinâmica plural e multidisciplinar de construção das ideias; e pelas relações do autor com a obra, com o seu tempo e com outras obras. Neste artigo, analisamos como essas questões foram mobilizadas por Carlos Altamirano e Oscar Terán no exame de Facundo: civilización y barbarie (1845), de Domingo Faustino Sarmiento, por meio da relação dialética entre texto, contexto e conectores. A hipótese central é de que as “categorias mediadoras” foram operacionais no programa de história intelectual argentina. Tal recurso permitiu evidenciar o discurso histórico como prática social, direcionamento caro ao grupo Prismas e ao contexto pós-giro linguístico.

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Biografia do Autor

Fabíula Sevilha, Universidade Estadual de Goiás
Doutora (2017) em História pela Universidade Federal de Minas Gerais, Licenciada (2008) e Mestra (2013) em História pela UNESP/Assis. Desde 2015 é docente de História do Brasil da Universidade Estadual de Goiás.
Publicado
2018-07-16
Como Citar
SEVILHA, F. Pontes, Prismas e Percursos: a escrita da história intelectual argentina pós giro linguístico à luz das análises de Facundo. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, v. 11, n. 27, 16 jul. 2018.
Seção
Dossiê "Teoria da História e História da Historiografia na América Latina e no Caribe"